Se um dia você encontrasse na sua caixa de entrada um email da produção da Fátima Bernardes te convidando para ir lá participar ao vivo do programa dela para falar sobre o que você mais gosta, qual seria sua reação?
Eu achei que era pegadinha. Sério mesmo. Só que não.
Nesse exato momento, blogo do Rio de Janeiro, de um hotel bem pertinho do Projac, fazendo contagem regressiva para entrar no estúdio junto com minhas companheiras do Mamatraca.
Quem ligar a televisão na segunda feira, 10h30 da manhã e conseguir ver o programa me conta o que achou! (ai, que frio na barriga!)
ATUALIZANDO - o encontro foi sucesso, tá no ar aqui e aqui.
Uma fotinho para registrar (por favor, escrevam para lá pedindo mais do Mamatraca!) e uma fofoquinha: sabia que na Globo não tem maquiagem nem cabeleleiro para os convidados? DUAS pinceladas de blush foi o que ganhei antes de ir ao ar. Nossa Senhora do Primer que me ajude da próxima vez!
domingo, 29 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Sendo mãe de duas - a fraternidade
Noite passada Stella foi dormir na casa de uma amiga. Quando desliguei o telefone e anunciei o convite, foi curioso observar as atitudes. Stella vibrou e comemorou (afinal não via a amiga querida há séculos, que no tempo dela quer dizer três semanas) mas logo conteve os sentimentos ao ver a reação da irmã que, com cara de decepção, deixou escapar uma lágrima.
São 2 anos e 3 meses que separam o nascimento das duas. Conforme elas vão crescendo, as diferenças por conta da idade vão ficando cada vez menores. As roupas, por exemplo, já não vão mais para a quarentena (uma mala que eu tinha com peças esperando caberem na caçula). Agora elas já pulam diretamente de uma gaveta para outra, quando já não viraram de uso comum.
Brincame brigam muito bem juntas, já que, aos 4 anos, Lia entente bem as regras e não é mais "desmancha rodinha". Também se relacionam sem grandes problemas com crianças mais velhas ou mais novas (apesar que Stella se irrita quando é a única no meio dos pequenos da idade da irmã).
Isso é bom mas é ruim ao mesmo tempo, porque me vejo sempre no dilema: devo incentivar que todas brinquem juntas ou elas devem ter vidas sociais independentes? Acho que essa é uma dúvida bastante comum para quem tem filhos do mesmo sexo e de idades próximas.
Aqui resolvi adotar a seguinte regra: só mando as duas na casa de alguém se quem está chamando deixa claro que o convite é para as duas. Caso contrário, só vai quem realmente foi convidada (salvo casos de muita intimidade, onde tenho abertura para abrir o jogo e dizer que a outra também está querendo ir).
E foi o que aconteceu nesse caso: a amiga era da Stella e achei mais do que justo ir só ela. Lia sofreu. Sofreu quando a irmã aceitou o convite. Sofreu quando a irmã fez a mala. Sofreu quando a irmã partiu (já mencionei que a chamamos, carinhosamente, de drama queen?). Stella também sofreu, mas daquele seu jeito reservado e encantador, com os lindos olhos marrons um pouco menos brilhantes por ver os olhos verdes cheios de lágrimas. Lia teve dor de barriga. Lia fez xixi na cama na noite em que a irmã esteve fora, coisa que não acontecia há muito tempo. Lia perdeu o rumo, não soube nem como começar o dia sem sua bússola stellar.
É muito bonito ver essa cumplicidade entre elas (coisa que o pai de duas chama de corporativismo fraternal) mas é muito importante saber a hora de separar. Vejo, pelo bem de cada uma, a importância de trabalhar essa individualidade, sua turma, seus gostos e até manias.
Lia, por ter nascido depois, não conhece a vida sem Stella. Isso é óbvio, mas no dia a dia tem um efeito tão intenso que chega ao cúmulo dela não saber eleger seu brinquedo preferido porque busca sempre a aprovação da irmã em suas escolhas.
Até mesmo nas provocações o alvo é a irmã mais velha. Ela só se dá por satisfeita se consegue fazer com que Stella preste atenção em suas micagens ou compartilhe do seu objeto de interesse.
Adoro observar como constroem sua fraternidade. Percebo que interferências são necessárias para garantir que esses laços entre as duas não se tornem correntes, por isso tento manter uma distância segura para que cultivem essa relação de uma forma saudável.
São 2 anos e 3 meses que separam o nascimento das duas. Conforme elas vão crescendo, as diferenças por conta da idade vão ficando cada vez menores. As roupas, por exemplo, já não vão mais para a quarentena (uma mala que eu tinha com peças esperando caberem na caçula). Agora elas já pulam diretamente de uma gaveta para outra, quando já não viraram de uso comum.
Brincam
Isso é bom mas é ruim ao mesmo tempo, porque me vejo sempre no dilema: devo incentivar que todas brinquem juntas ou elas devem ter vidas sociais independentes? Acho que essa é uma dúvida bastante comum para quem tem filhos do mesmo sexo e de idades próximas.
Aqui resolvi adotar a seguinte regra: só mando as duas na casa de alguém se quem está chamando deixa claro que o convite é para as duas. Caso contrário, só vai quem realmente foi convidada (salvo casos de muita intimidade, onde tenho abertura para abrir o jogo e dizer que a outra também está querendo ir).
E foi o que aconteceu nesse caso: a amiga era da Stella e achei mais do que justo ir só ela. Lia sofreu. Sofreu quando a irmã aceitou o convite. Sofreu quando a irmã fez a mala. Sofreu quando a irmã partiu (já mencionei que a chamamos, carinhosamente, de drama queen?). Stella também sofreu, mas daquele seu jeito reservado e encantador, com os lindos olhos marrons um pouco menos brilhantes por ver os olhos verdes cheios de lágrimas. Lia teve dor de barriga. Lia fez xixi na cama na noite em que a irmã esteve fora, coisa que não acontecia há muito tempo. Lia perdeu o rumo, não soube nem como começar o dia sem sua bússola stellar.
É muito bonito ver essa cumplicidade entre elas (coisa que o pai de duas chama de corporativismo fraternal) mas é muito importante saber a hora de separar. Vejo, pelo bem de cada uma, a importância de trabalhar essa individualidade, sua turma, seus gostos e até manias.
Lia, por ter nascido depois, não conhece a vida sem Stella. Isso é óbvio, mas no dia a dia tem um efeito tão intenso que chega ao cúmulo dela não saber eleger seu brinquedo preferido porque busca sempre a aprovação da irmã em suas escolhas.
Até mesmo nas provocações o alvo é a irmã mais velha. Ela só se dá por satisfeita se consegue fazer com que Stella preste atenção em suas micagens ou compartilhe do seu objeto de interesse.
Adoro observar como constroem sua fraternidade. Percebo que interferências são necessárias para garantir que esses laços entre as duas não se tornem correntes, por isso tento manter uma distância segura para que cultivem essa relação de uma forma saudável.
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terça-feira, 24 de julho de 2012
Brownie de caneca
Só sei que num almoço com queridas ex-virtuais agora reais, a @peqguiapratico exaltou as propriedades terapeuticas da receita que a @daniminu (a @ mais sagaz do twitter. Quem não segue não sabe o que está perdendo!) passou para a galera. A @mamaetaocupada, a @lilata e eu ainda estávamos na dúvida se deveríamos nos jogar no brownie quando a @MHelenaQAP logo tuitou o link com esse achado.
Vou dividir a receita de brownie de caneca que fica pronto em 1 minuto, não só porque eu achei divina, fácil, prática,
Comece misturando 2 colheres (sopa) de farinha de trigo, 1 colher (sopa) de açúcar e 2 colheres (sopa) de chocolate em pó. Derreta 1 colher e meia (sopa) de manteiga e junte aos ingredientes secos e 2 colheres (sopa) de leite. Misture bem até formar uma massa uniforme. Despeje a massa em um refratário que possa ir ao microondas e asse por 40 segundos a 1 minuto, dependendo da potência do seu forno.
Receita tirada desse site.
Ps. Assim que eu fizer de novo, posto a foto aqui, para ilustrar. Tipo, amanhã.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Reciclando giz de cera
Tirei uma das semanas de férias para organizar a casa e, entre muitas coisas para doar, jogar, reciclar, sobrei com um saco de giz de cera velho, quebrado e sujo. Quando vi aquela boniteza colorida tudo junto, pensei que daria samba. Onde há cor, há possibilidades.
Não é novidade, tem um monte de imagens desse passo a passo pela internet. Mas foi nossa primeira vez, foi nas férias, foi na casa da Bisa, estava um dia iluminado, rendeu um bom tempo de diversão e fotos lindas
Material> giz de cera, forma de gelo de silicone.
Picamos o giz de cera em pedaços bem pequenos para ficar fácil-rápido de derreter e acomodar na forminha. Eu optei por separar por cores, mas também deve ficar divertido fazer gizes multicolor.
Levei a forminha de silicone ao forno alto (que já tinha sido pré aquecido) por uns 5-10 minutinhos. O tempo vai variar conforme o tamanho dos pedaços que o giz está cortado. Dá pra contar assim: é o tempo de vocë tomar um café, mas não dá para ligar para sua mãe (ou melhor amiga). De qualquer jeito, é melhor ficar ao lado do forno durante todo o processo.
Depois de um golinho de café e um pedacinho de bolo (afinal estamos na casa da Bisa!) tirei do forno e deixei esfriar por completo antes de desenformar e as crianças logo começarem seus desenhos.
Não é novidade, tem um monte de imagens desse passo a passo pela internet. Mas foi nossa primeira vez, foi nas férias, foi na casa da Bisa, estava um dia iluminado, rendeu um bom tempo de diversão e fotos lindas
Material> giz de cera, forma de gelo de silicone.
Picamos o giz de cera em pedaços bem pequenos para ficar fácil-rápido de derreter e acomodar na forminha. Eu optei por separar por cores, mas também deve ficar divertido fazer gizes multicolor.
Levei a forminha de silicone ao forno alto (que já tinha sido pré aquecido) por uns 5-10 minutinhos. O tempo vai variar conforme o tamanho dos pedaços que o giz está cortado. Dá pra contar assim: é o tempo de vocë tomar um café, mas não dá para ligar para sua mãe (ou melhor amiga). De qualquer jeito, é melhor ficar ao lado do forno durante todo o processo.
Depois de um golinho de café e um pedacinho de bolo (afinal estamos na casa da Bisa!) tirei do forno e deixei esfriar por completo antes de desenformar e as crianças logo começarem seus desenhos.
| É uma lembrancinha de aniversário genial! |
sexta-feira, 13 de julho de 2012
O que fazer com as crianças no avião
Poucas, pouquíssimas coisas no mundo me deixam mais feliz do que receber um email que venha escrito: YOUR RESERVATION IS CONFIRMED. Ando mergulhada naquele período sedutor onde o menu de favoritos fica recheado de sites/blogs com dicas de viagens e no inbox começam a pipocar mensagens desse tipo aí que eu acabei de descrever.
Para a nossa alegria :-), o universo conspira a favor e dia desses chegou aqui em casa uma coisa mais fofa dessa vida viajante:
A Emirates Airlines está lançando uma nova coleção de brinquedos de entretenimento infantil a bordo. A linha é completíssima: os pequenos podem escolher um dos monstrinhos da linha "Fly With Me Monster" para companheiro de viagem e os maiores têm à sua disposição produtos como diário de viagem e cards inspirados no surf, snowboard e skate, que a cia aérea criou em parceria com a Quicksilver. Além disso, todas as crianças (independente da classe em que estão viajando) continuam recebendo o kit infantil com a revista de atividades, lápis de cor, mochila e fantoche. Segundo a assessoria da Emirates, todos os voos oferecem os novos brinquedos, porém os produtos Quicksilver estão disponíveis apenas nos voos com mais de 5 horas de duração.
Inspirada pelo regalo viajante, pela pesquisa que tenho feito para nosso próximo destino em família (que não é Dubai, ainda!) mais a minha própria experiência de viagem, eis que um esprírito turístico tomou conta de mim (sempre ele...) e reuni aqui algumas dicas para entreter as crianças durante o voo.
Para a nossa alegria :-), o universo conspira a favor e dia desses chegou aqui em casa uma coisa mais fofa dessa vida viajante:
Inspirada pelo regalo viajante, pela pesquisa que tenho feito para nosso próximo destino em família (que não é Dubai, ainda!) mais a minha própria experiência de viagem, eis que um esprírito turístico tomou conta de mim (sempre ele...) e reuni aqui algumas dicas para entreter as crianças durante o voo.
ATENÇÃO: Esse post mudou de casa. O resto dele você encontra no Vamos Aonde, meu outro blog só sobre passeios e viagens e família.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Revista Sorria
Foi através do blog que o jornalista Leandro Quintanilha me contactou para ser, junto com o pai e as duas, uma das personagens da matéria de capa da revista Sorria, que está sendo vendida da Droga Raia durante os meses de junho/julho.
Para mim é sempre super bacana perceber que o que eu escrevo pode ecoar bem longe e o retorno ser surpreendente. A maior parte dos posts do Mãe de Duas partem de situações que as meninas levantam para mim - questionamentos, acontecimentos, fases - e que me fazem refletir que é isso, a vida não é perfeita, mas o que vale mais a pena: continuar tentando a perfeição ou se contentar com o possível?
A revista toda é muito boa e está cheia de experiências, histórias e informação positivas. Vale a leitura.
![]() |
| Isso é papel de verdade e sim, foi uma delícia rasgá-lo in-tei-ri-nho! |
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Kevin & Julieta, Grávido!
Sou tão monotemática....
Precisamos Falar Sobre Kevin (Lionel Shriver) - Livro que deu origem ao filme que esteve em cartaz nos cinemas no começo desse ano. Tenso e intenso, conta a história da vida de Kevin - que aos 16 anos foi responsável por uma chacina em sua escola - do ponto de vista de Eva, sua mãe. Ao expor seus sentimentos, ela levanta tabus acerca da maternidade: culpa, amor, ódio, rejeição.
Pego emprestado um trecho da orelha do livro: "Ao discutir a culpa na criação de um montro, a narradora desnuda assombrada uma outra interdição atávica: poderíamos odiar os nossos filhos?"
Ao terminar o livro, passada com tanta maldade e indiferença, fiquei pensando se seria possível parir um filho genuinamente mau. E as mães que se dão conta que os filhos são pessoas cheias de maldade ainda conseguem amar seus rebentos...
Recomendo muito essa leitura para quem não tem medo de encontrar sentimentos escondidos e nem sempre bonitos.
O Livro de Julieta (Cristina Sánchez-Andrade) - Esse título chegou aqui em casa pela Ed. Paralela. No subtítulo lê-se: Uma menina com síndrome de Down e a ternura de sua mãe. De cara pensei: "Ótima tentativa da editora, mas o livro não tem nada a ver comigo, não me interessam histórias piegas de crianças com deficiências". Mas foi só dar uma espiadinha nos textos (cartas e relatos que se parecem muito com posts de Cristina, mãe de quatro filhos, para sua filha Julieta) para ver que o subtítulo subestima o conteúdo. A mãe demonstra, sim, ternura, mas, mais do que isso, ela relata sentimentos verdadeiros de qualquer pessoa: raiva, frustração, cansaço, orgulho, questionamentos (porque Deus me escolheu para enviar essa criança com síndrome de Down?).
Quando terminei o livro fiquei com vergonha do meu preconceito, de achar que minha vida, minha maternidade não teria nada a ver com o caminho de Cristina. Ao longo do livro vi que as dificuldades podem ser tão terrenas quanto as de qualquer mãe. Me identifiquei demais quando ela conta a epopéia que foi fazer Julieta parar de molhar as calças. Absolutamente tudo o que ela fez eu também fiz, na mesma ordem, na mesma intensidade. E o que funcionou para Lia, funcionou para Julieta também!
Grávido! - Não é livro e sim uma peça hilária que está em cartaz em São Paulo até o dia dos pais, 12/08. Os atores Marcelo Laham e Fabio Herford se revezam em diversos esquetes onde representam o pai moderno, esse ser fantástico, reagindo às questões que a maternidade contemporanea apresenta. Nas palavras de Alexandra Golik, a diretora: "Contar o que acontece na vida deles, cria um contexto muito propício tanto para uma crítica quanto para uma auto avaliação de toda a situação, fazendo com o que o espetáculo seja bem divertido, cheio de ternura e poesia, ao mesmo tempo." Fui assitir à peça com a Rô Lippi para fazermos uma matéria para o Mamatraca e ela conta mais detalhes aqui.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Cerol e purpurina
| Barbie meets Michael Jackson |
Esse sapato representa tudo o que eu mais abomino: é rosa, é brilhante, é a última têndência da moda, é over, é descartável.
Ela sabe disso. Portanto, esse foi o par escolhido.
Enquanto eu buscava objetivamente um tênis para enfrentar o segundo semestre letivo, ela tirou os sapatos da prateleira, calçou, amarrou o cadarço e não titubeou: "Gostei desse. Vamos levar?"
Admiro nela a qualidade de me mostrar, cotidianamente, que o meu jeito não é, necessariamente, o jeito dela. E como eu sei que isso é uma declaração de independência ao invés de um surto consumista? Ela tem esse dom, de me conduzir
Ela é minha filha-pipa, índigo aerodinâmica, linha com cerol e purpurina. Lia.
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