terça-feira, 24 de abril de 2012

Livro é jogo?



A gente faz todo um trabalho desde que a criança nasce, oferecendo livros junto com os brinquedos, lendo, estimulando, levando à livrarias, deixando os exemplares ao alcance dos filhos.

Daí a educação formal (aquela da fôrma, lembra?) subliminarmente sugere à criança que o livro não faz parte do grupo dos objetos que proporcionam diversão.

Enquanto ela resolvia a questão, eu observava a lógica utilizada para agrupar as palavras. Percebi que algumas delas permitiam interpretações vagas ("carrinho e boneca não são jogos!" ela me disse), mas não intervi, curiosa - confesso - para ver qual seria a correção.

Estou de olho. Lendo nas entrelinhas.


16 comentários:

PriPerlatti disse...

Que lindo, Dani! Assim espero, pois trabalhamos para isso!
Beijos

PriPerlatti disse...

Lia, bom tema pra um post esse, hein?
Sabe que isso também é uma grande questão para mim. Vou ser sincera, tem dias que eu ajudo, quando tenho mais tempo. Mas tem dias que nem olho, 1- por falta de tempo, 2- porque percebi que se eu assumo as responsabilidades dela (de lembrar que tem lição, de fazer a lição e mesmo de reler as coisas que ela escreve), ela dá uma folgada. Então, essa questão ainda está sendo trabalhanda aqui.
Beijos!

PriPerlatti disse...

Ana, descobri que custa sim. E muito. Se você quiser que a professora aceite outros pontos de vista a mensalidade sobre uns 40%. É pura matemática. ;-)
Beijos

PriPerlatti disse...

Livia, eu tb fiquei confusa assim como Stella. Poderia mesmo ter sido melhor elaborado esse exercício, né?

PriPerlatti disse...

Carolina, eu já devo estar conhecida na escola como ALOKA dos bilhetes, porque toda semana escrevo pelo menos um questinando alguma coisa. Imagina mandar tema de casa!? hehehe!

Ana Paula Galletta disse...

Amei o post e ver a Stella escrevendo. Incrível como as crianças de hoje em dia são muito mais espertas, mas os modelos continuam os mesmos de 30 anos atrás. Custa a professora ver outro ponto de vista e aceitar que pode ter mais de uma resposta certa?

Lia Vasconcelos disse...

Ai, gente, que preguiça...não de fazer lição (aliás, Pri, como é sua postura? Até que medida vc ajuda a Stella nas lições? Minhas filhas ainda são pequenas, mas essa questão me inquieta...), mas preguiça da escola...boa sorte para nós! Bjs

Liviabrigoni disse...

É mesmo! Eu nesse caso, como professora (que já teria dado uma olhada no material antes da aula) ou criaria uma caixa "brinquedos" ou deixaria os brinquedos fora das caixas. Também poderia ter uma caixa "diversão", onde as crianças poderiam colocar jogos, brinquedos e livros (se quisessem).
O livro entrou em material escolar nesse caso porque não se encaixa nas demais caixas...
Eu não aceitaria os brinquedos na caixa de jogos!!!

É fiquei confusa, mas já esclareci meus pensamentos em minha cachola!!!

Beijos!

Lívia.

PriPerlatti disse...

Oi Muriel, eu acho que a professora é tão vítima quanto os alunos desse sistema formatador. Ela corrige os exercícios de acordo com as diretrizes da escola. A minha revolta é por que não deixar o pensamento do aluno correr solto? Por que não respeitar a lógica dentro dos parâmetros da criança?
Beijos

Muriel vermelho disse...

aiaiai... essas escolas!! haha!
bem, como professora (ou quase-me formo esse ano) eu entendo que eh necessario ensinar as criancas a classificar objetos, e como uma das categorias era MATERIAL ESCOLAR, acaba que o livro faz mais sentido nessa categoria... Apesar de que tbm eh um jogo. Depende do livro.
tem livro DIDATICO, tem livro JOGO... e isso eh inegavel.
Infelizmente as atividades nao tem essa explicacao, e acabam por colocar o livro apenas na categoria de MATERIAL ESCOLAR, leia-se: chato... hehe
Sua filha ta certa, e vc tbm, claro!!! Incentivar o livro sempre!!!
e quem sabe dar um toque na prof.... hehe

Carolina Wayne disse...

No teu lugar mandava um tema de casa para a professora com o título: Orientação de Estudo - Pedagogia. rsrs

Daniele Brito disse...

Pri, a Stella tem tanto conteúdo, uma inteligência e sensibilidade acima da média. Entristece um pouco saber que é esse tipo de atividade que a escola propõe.

Ela vai transbordar a forma. Pode ter certeza, massa bem incorporada tende a crescer e se expandir.

beijo

Danyelle Santos disse...

Pri, meu filho sempre amou livros.
Foi entrar na escola e aprender a desgostar dos livros, acredita?
Foi um trabalhão resgatar o gosto pela leitura.
Fique de olho.

Celi disse...

Pequenos detalhes, falas que fazem a diferença, que incentivam ou não.... Vale mesmo seu olhar cuidadoso Pri.
E como tem certas coisas que surpreendem! Que espantam! rs
Beijos

Francine Barrionuevo disse...

É, a Stela é esperta e tem sorte de ter uma mãe como a Pri, o problema é que mesmo com tudo isso cria-se uma confusão na cabeça das crianças. Em casa, por exemplo, eu percebo que aquilo que a professora fala na sala de aula tem um peso enorme, já aconteceu um caso parecido com o Felipe e ele demorou para aceitar como certo aquilo que nós dissemos, ele dizia que a professora tinha dito que era ASSIM.

Dani disse...

CLARO que livro é jogo! Não há nada mais lúdico do que um bom livro!!!

Que horror essas escolas-formas, não?????

Stela nota mil! Parabéns! Livro não é obrigação, é jogo!

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