Bastou dizer que está grávida pra todo mundo ficar de olho se você tá fazendo tudo certinho.
No começo, bem no comecinho, é o obstetra mais aquele grupinho restrito (também conehecido como família e amigos chegados) que ficam de olho se você está se preservando e - pecado de todos os pecados - engordando demais.
Depois que a criança nasce é o doutor pediatra que faz o controle de peso, altura e circunferência craniana para ver se está tudo normal. E mais todas as outras indicações de especialistas que uma mãe é levada a passar pra checar se tudo está dentro dos conformes.
Daí, mais cedo ou mais tarde o cara indica oftalmologista, otorrinolaringologista, odontopediatra - sim, porque especialista que se preze não tem nome fácil - pra avaliar cabeça, ombro, joelho e pé e, de quebra, a sanidade mental da família inteira. Certeza que você sai de um desses consultórios com uma audiência marcada com a fonoaudióloga - ó lá, outro nome comprido - que por sua vez faz a criança comer alimentos de texturas diferentes, pronunciar sons impronunciáveis mas, depois de uma avaliação fono-audio- psicológica (ou você acha que eu não saquei que aquela cadeira dela era um divã wannabe?), ela te fala que tua cria até é uma criança bem inteligente, mas infelizmente não consegue encostar a língua na ponta do nariz e vai precisar de seis sessões presenciais e uma reavaliação para ver se a oclusão está como deveria.
Daí a pobre da mãe - sim pobre, porque, a essa altura, haja corrente na conta para dar conta de todos esses recibos - volta na odontopediatra (que a partir de agora vamos denominá-la dentista para a economia de caracteres e consequentemente redução de emissão de carbono, já que este blog pratica a sustentabilidade) só para ouvir que, aos 3 anos, a filha pode ficar tranquila e sentar sem medo naquela cadeira super legal que levanta e reclina, porque a gente vai fazer o moldezinho para o aparelho, mas não se preocupe pois agora tem uns aparelhos das Princesas que as meninas a-do-ram! Ã-hã, senta lá, Cláudia...
- Mas como não vai colocar aparelho nela agora? Ela vai crescer com a cara torta! Você prefere tratar de um resfriado ou de uma pneumonia?
- Vindo de você, essa pergunta é bem óbvia! , foi a resposta dessa mãe aqui.
Até que, mais dia menos dia, indicado pelo (insira o profissional de sua preferência aqui) você vai parar num consultório psicológico para uma mais outra avaliaçãozinha. Ah, só para se certificar de que você e sua família são normais meeeeesmo. Conversa, futuca, confabula, joga verde, colhe maduro, vira do avesso.
- Parabéns, suas filhas são ótimas. O recibo é em nome de quem?
1 comentários:
É bem assim mesmo Pri. Sai de um, entra em outro. Sabe, nessas horas agradeço por ter marido médico (ui...é oftalmologista de nome difícil). Ele filtra as coisas e coloca meus pés no chão. Ó mais que é difícil, ah...isso é. Bj, queridona!
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