quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dúvida de etiqueta

Tenho uma dúvida de etiqueta e queria o pitaco de quem estiver passando por aqui.

Durante as férias temos recebido muitos amiguinhos em casa e vice-versa. Na hora de ir embora o cenário é sempre o mesmo, seja aqui ou na casa dos colegas: aquela trilha de tralha brinquedos espalhados por todos os cômodos. Daí eu pergunto:
É deselegante pedir para a criançada a ajudar a recolher os brinquedos?
É chato insistir com os nossos filhos para que eles arrumem a bagunça feita no lar alheio mesmo que a anfitriã solte um: pode deixar, depois eu arrumo!
Se as minhas filhas foram na casa dos amigos, bagunçaram e não arrumaram, pega mal se eu pedir para as crianças fazerem um mutirão para recolocar as coisas no lugar, sendo que essas são as regras da casa???

Quem poderia me ajudar? Cláudia? Glória? Jojo?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Quem tem medo de parto normal?

Não fui eu quem escreveu essas palavras. Mas poderia ter sido, tamanha a semelhança da situação que vivi:

"Na porta do hospital, esbarramos na burocracia. Não me deixam ir para a maternidade enquanto não preencher as guias de internação. Falta carimbar, registrar, selar, telefonar, rotular. A mulher da recepção me diz que “está tentando ajudar”. Lembro do carimbador maluco do Plunct Plact Zum, que não queria me deixar ir a lugar nenhum. “Escuta, estou em trabalho de parto, avançado, preciso subir!”. Como resposta, me perguntam o CEP, depois de fazer a mesma pergunta pro meu marido ao meu lado. “Você tá falando sério? O CEP!!??? Você não pode copiar a ficha dele na minha? Ela perguntou o meu CEP???”, reajo, perdendo a paciência. Ando de um lado para o outro como uma onça enjaulada.
(...)
Já sem condições de andar, sento um tanto contrariada numa cadeira de rodas. Se não tivessem me retido por tanto tempo na entrada, eu tinha ido a pé. Estou num elevador, cercada por pessoas estranhas, sendo empurrada por um dos seguranças igualmente estranho porque meu marido ficou lá embaixo respondendo às perguntas da carimbadora maluca. Quando a contração chega, seguro a vontade de pegar na mão de alguém e me lembro que não estou num avião caindo, mas indo dar a luz. Ponho uma cara de paisagem e fecho os olhos. Quando encontro minha médica, as dores já estão fortes à beça (aqui, o leitor pode substituir o “à beça” por uma “locução adverbial de palavrão” para ser mais fidedigno ao que eu quero realmente dizer). Passo para uma maca e sou empurrada por um corredor sem fim. Não acredito que estou numa maca."

Esses dois parágrafos fazem parte de um texto incrível que a jornalista Isabel Clemente publicou na seção Mulher 7x 7 da Época há quase dois anos atrás e cujo o título tomei emprestado para esse post.
Leiam, compartilhem! Não deixem essa discussão perder a força e o respeito que merece.

Mas antes de clicar lá, quero chamar a atenção para as últimas frases do (longo) texto, que representam perfeitamente a minha crença absoluta:
À tarde, deixamos o hospital. (...) Enquanto esperava nosso carro, vi uma moça carregando o seu “pacotinho”. Sorrimos uma para a outra em cumplicidade. Independentemente do parto que tivemos, vivíamos certamente um mesmo sentimento: nossa aventura com aquele filho estava apenas começando.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Uma mão (a mais) na criação

Só sei que trabalhar em casa com as crianças de férias não tá bolinho, não!

Quando o trabalho é mais mecânico, dá para fazer picadinho: um joguinho de mico ali, uma diagramada aqui.
Mas quando o trabalho é de criação, daí é preciso um tempo de aquecimento buscando referências e depois mãos à obra. É muito difícil retomar no mesmo ponto quando esse processo é interrompido, por isso só ela me salva: a madrugada.

Na calada da noite, onde o frio é mais frio (país trocipal a-on-de?), onde já não há mais tosse vinda do outro quarto, corro para conseguir terminar o projeto. Na manhã seguinte, café direto na veia, uma arrumadinha ali, uma finalizada lá e a menina sentada no meu colo. Aperta botões e faz combinações de teclas que eu quase tenho que chamar um técnico para desfazer o comando.

Crianças da geração Z já nascem sabendo mexer no Photoshop, sabiam dessa? Eu não sabia, mas a Lia me comprovou! E ela foi fazendo a direção da minha arte:
- Mamãe, põe uma bolinha ali em cima e a outra em baixo! Mas só três estrelas? Eu gostei dessa cor! O que está escrito aqui? Pra que serve esse botão vermelho?

Segui as sugestões dela e não é que ficou bom!? Mandei para a cliente, que aprovou sem ressalvas e elogiou o resultado final. É claro que também fui elogiar minha pequena e agradecer pela ajuda. E ela, mais do que depressa, saiu correndo para contar para o pai de duas:
-Eu fiz todo o trabalho para a mamãe!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Nós na Cláudia Bebê

Teve participação especial nesta última edição da Cláudia Bebê: na matéria Papo de parto, eu e a Talitah Sampaio, da Liten, trocamos figurinhas sobre nossas meninas e como elas vieram ao mundo.
Lia e Yasmin arrasaram na sessão de fotos feita especialmente para a revista!
Contei lá que a Lia chegou chegando: tive um parto normal depois de uma cesárea (VBAC), incomum e totalmente inesperado.

A versão publicada é essa abaixo, e a versão da minha história sem cortes (hahaha! esse trocadilho foi bom!) eu já tinha relatado aqui e aqui.
Clica que aumenta!
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