quarta-feira, 29 de junho de 2011

Hoje lá no Balzaca Materna

Hoje estou lá no Balzaca Materna da Dani Brito contanto um pouco sobre minha visão a respeito do segundo filho.
Está a um clique de distância.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Prezado Tio da Pipoca,

Eu sou aquela mãe que costumava comprar do senhor na saída da escola toda semana. Lembra? Aquela que pedia para o senhor dividir o conteúdo de um saquinho em dois, e por conta própria, o senhor ia lá e quase que enchia os dois até a boca e eu falava: põe menos, tio, que logo mais elas vão jantar...

Tô sumida, né? Pois, é.

Desde o dia que o senhor achou que estava tomando prejuízo e falou pra mim que não ia mais dividir, que eu ia ter que comprar um saco para cada filha e eu tive que conter o escândalo que as crianças deram em frente ao seu carrinho quando proclamei que nunca mais ia ter pipoca depois da aula (olha, a sua mãe esteve nos meus pensamentos aquela hora, viu?) o senhor deve ter notado que perdeu a cliente pra sempre, né?

Mas não foi só isso. Veja bem.

Sei que os pipoqueiros fazem parte dos personagens que habitam a saída das escolas. Existem as variações: baleiros, algodoeiros. Mas nesse caso, o senhor atua com exclusividade no local há anos, eu tô ligada.
Pois bem. Acredito que o senhor deve ter um grande conhecimento empírico do mercado consumidor pipoquístico-escolar, sabendo que este é o horário de maior vulnerabilidade no humor de pais e filhos e se posicionando estrategicamente ao lado do meu veículo. De modo que, enquanto faço manobras para sair do estacionamento, sou obrigada a desviar de transeuntes e do seu carrinho. E com isso, minhas filhas fazem contato visual com seu ponto de venda e continuam pedindo pipoca, o que me deixa extrememente irritada.

Então, Mr. Popcorn Man, tive que apelar. E venho, por meio dessa, assumir que assim como o senhor, tive que usar dos meus truques e jogar o jogo. Difamei e caluniei seu produto. Murcha e xexelenta foram algumas das palavras usadas. Também tive que fazer valer da dicotomia: mãe legal que faz jantinha saudável x pipoqueiro mau que tenta empurrar pipoca velha para crianças que saem esfomeadas da escola e têm que percorrer um longo e congestionado caminho até seus lares.

Mas sabe quando tive certeza que triunfei, tio?

Na hora que ouvi, já dentro do carro, minha cria mais velha passando instruções para a irmã:
- Lia, é melhor comer pipoca em casa. A pipoca do tio faz nhéc-nhéc. A pipoca da mamãe faz cróc-cróc!

Rá!

Cordialmente,

Mãe de Duas

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Para não perder os filhos: tutorial de camiseta

Nunca fui a favor de colocar roupas iguais em irmãos, gêmeos ou não.
Mas, como a gente sempre cospe pra cima, é claro que as minhas meninas AMAM estar iguais. Me pedem para comprar roupas idênticas e muitas vezes coordenam o figurino entre si. E apesar da minha resistência, achei um lado positivo dessa mania delas: toda vez que saímos para um lugar de multidões (parques, shoppings, shows, Disney) visto as duas com o mesmo tipo de blusa, com o intuito de facilitar a identificação e dar uma pista de que sim, elas estão juntas.
Mas, na nóia de não perder filha, quis ir mais além. Queria que todo mundo soubesse que elas são irmãs.
E ó só o que eu bolei:

CAMISETA PARA NÃO PERDER OS FILHOS - TUTORIAL

Material: camisetas, retalhos de tecido, papel termocolante* e ferro de passar (agulha e linha opcionais)


1. Decida o que vai ser escrito nas camisetas**. Minha sugestão é que recorra a um editor de texto para escolher o tipo de letra (usei a Bauhaus 93). Se quiser, pode desenha-las a mão também.



2. Imprima (ou desenhe) as letras já no tamanho que serão usadas. Risque os desenhos no plástico (que vem no papel termocolante) com caneta esferográfica.


3. Recorte o plástico um pouco maior do que as letras e posicione sobre o avesso do tecido frio. Cubra com o papel antiaderente (que vem junto com o plástico) e se certifique que o lado opaco do papel é que está em contato com o ferro (temperatura média). Pressione por cerca de 5 segundos;


4. Recorte as letras (ou qualquer que seja o desenho que você resolveu aplicar);


5. Posicione as peças recortadas sobre a camiseta e pressione o ferro (temperatura alta) por 5 segundos, até que a aplicação esteja firmemente aderida.


6. Se quiser, pode dar o acabamento com alinhavo manual ou à máquina, dependendo da habilidade artística.


OBSERVAÇÕES

* O papel termocolante acha-se em lojas de aviamentos e armarinhos. Eu comprei o da marca AVBond (por sinal, muito bom), na Fernando Maluhy, tradicional loja de tecidos que fica na região da 25 de Março, rua do comércio phyno da minha cidade.


**Eu escolhi escrever em inglês, BIG SIS (abreviação de big sister = irmã grande) e WEE SIS (abreviação de wee sister = irmã pequena). Wee é uma outra forma de dizer pequeno/a, mais usada no Reino Unido. Escolhi wee ao invés de little porque: 1 - achei mais legal; 2 - ia ficar do mesmo tamanho das outras palavras, todas com 3 letras. Uma outra opção seria lil', abreviação de little (se for copiar, não se esqueça do apóstrofe após a palavra: faz parte da língua inglesa!). E, é claro, se for menino, usa-se o tão conhecido BRO (abreviação de brother = irmão). Se preferir em português, pode fazer uma brincadeira com os sufixos (faltou na aula de gramática, né?) IRMÃ ZINHA e IRMÃ ZONA. Daí, vai do gosto do cliente (ou da artista).


 


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Mãe em tempo integral

Hoje eu fui lá no Vinhos e Viagens... da Carol Passuello contar o porquê o "sobre mim" tem essa descrição:
Mãe em tempo integral. Designer nas horas vagas. Será que um dia vai dar pra conciliar?


Não, não é fácil optar por ficar em casa.
E também ando aprendendo que voltar ao mercado de trabalho é mais difícil ainda...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Quanto custa o minuto de atenção?

Semana passada a Stella chegou da escola com uns extras: mochila, caderno, estojo e adesivos de um banco. Na hora fiquei surpresa, me perguntado se teria perdido algum comunicado da escola, porque eu não estava sabendo e nem tinha autorizado minha filha a participar de nenhuma atividade extra curricular.

Junto com esse material, veio um cartão explicando que o time de atletas que o tal banco patrocina faz um trabalho de incentivo ao esporte junto a crianças carentes e também divulga essas ações através de palestras em escolas, enfatizando a importância de se ter disciplina e praticar o "fair play". Tudo muito louvável, mas quando eu perguntei para a minha filha o que tinha acontecido de diferente na escola, quem tinha ido, o que tinham falado, veio a resposta:
- Sei lá. Colocaram a gente na quadra, uns moços ficaram falando, mas depois foi legal porque a gente ganhou uma mochila com coisas dentro.

Ou seja: a escola expôs os alunos a propaganda (disfarçada de ação social) não autorizada pelos pais, em período letivo, e depois distribuiu brindes com o logotipo do banco para as crianças levarem para casa, mostrarem para a família e não se esquecerem por um bom tempo. Digo isso porque foi o que aconteceu aqui: Lia ficou enlouquecida que não tinha ganhado adesivo, passou a mão nos da Stella, colou no peito e ficou com eles no corpo por DOIS dias até dar um baita alergia! Arrancamos o adesivo, mas a vermelhidão ficou.

Veja bem: esse é exatamente o filé mignon do público alvo para a publicidade! Uma criança tem uma vida inteira para consumir e um cérebro vazio para ser preenchido. As marcas que se fixarem primeiro têm lugar garantido no coração desse consumidor em potencial. Nesse caso, a associação feita pela minha filha foi que esse banco é legal porque deu mochila. Quanto eles gastaram para fidelizar essa cliente? Dez reais? Doze? O dinheiro é muito pouco e a avacalhação é muita para chegar numa criança e conquistar.

Não tive dúvidas: mandei um email para a escola. Fui lá, reclamei. Deixei bem claro: me incomodou. Não autorizei, não achei legal. Querem trazer os atletas para as crianças conhecerem? Ok. Avisem antes, peçam autorização. Mas sem presentes, porque o minuto de atenção dessas crianças vale muito mais do que uma mochila e um estojo.
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