Provas. Agora ela tem provas!
Essa semana chegou, grampeado na agenda, dois papéis: calendário e conteúdo das provas da primeira etapa. Arranquei e guardei, mas confesso que ainda não consegui me organizar mentalmente para assimilar a novidade.
Na verdade, eu já estava ciente das avalições. Essa notícia foi me dada durante a reunião de pais há algumas semanas, mas ainda me encontrava no estado de negação, achando que tinha sido um engano da professora e que essa etapa iria demorar mais algum tempo para começar. Mas diante das evidências físicas, só me resta juntar forças e afixar a tabela na geladeira.
Ou não, tive ideia melhor! Vou lá bater um papinho com a professora ela vai concordar comigo que a as avaliações são totalmente desnecessárias, já que minha filha é a mais genial do mundo e óbvio que seus conhecimentos infinitos são uma graça e isso basta para ela estar no segundo ano.
SEGUNDO ano! Como isso foi acontecer? Minha filha no segundo ano, leitora, independente, mau humorada, cheia de segredinhos - com as amigas, claro.
É até engraçado como nos surpreendemos toda hora com a capacidade dela de ler. E toda vez que a vejo debruçada em um livro ou revista, decifrando e se divertindo, penso o quanto saber ler é poderoso, libertador. E daí me vem na cabeça o tio Ben falando para um Peter Parker pré Spiderman (cada um com suas referências, ok?): "Grandes poderes trazem grande responsabilidade!"
À minha filha foi ensinado esse grande poder, mas sei que o tempo que cabe à nós, pais, a responsabilidade de selecionar as leituras devoradas por esses jovens olhos é cada vez mais curto. Juntar letras faz a pessoa voar. Fica mais, filha.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Delírios consumistas em outras paisagens ou Um pseudo tratado antropológico sobre enxoval em Miami
Mais do que trocar dicas, o post sobre o enxoval em Miami levantou opiniões acaloradas sobre o fato do brasileiro zarpar para ter delírios consumistas em outras paisagens. Alguns comentaristas ressaltaram aspectos bem interessantes que vão além do modelo mais hypado de carrinho ou da estampa mais fofa de macacões. Fiz do limão uma limonada (ou uma caipirinha, para quem está no meu time) e tenho também minhas considerações, já que no post passado quem desatou o verbo foi a Paula.
Tomei a liberdade de editar os comentários, mas quem quiser le-los na íntegra, é só acessar esse post.
A Natália escreveu "antes de tomar essas decisões as pessoas deveriam pensar onde esses produtos foram produzido, quais as condições de trabalho e quem produz.(...) Sem pensar no que isso causa no mercado interno, o número de lojas de bebes que fecham são bem grandes e se perguntarmos para os lojistas qual o seu maior concorrente ele não vai dizer que é a loja da frente e sim Orlando e Miami (...)Mas vale a pena pensar sobre isso, já que culturalmente o brasileiro sempre pensa em se dar bem, sem pensar nas consequências."
E a Luana respondeu "Na verdade Natalia, aqui tambem se fabrica peças por menos de 3,00reais, mas se cobra 70 do consumidor final! vide escandalo da Zara, que nada mais é que 1 das muitas marcas que fazem isso!(...) sinceramente, quando entro em uma lojas pernambucanas (que não é nem de longe uma loja cara) e vejo um vestido breguinha por 50reais, sinto que estão me chamando de burra e ignorante, porque eu encontro um lindo maravilhoso por 30 a algumas horas de distancia isso incluindo o frete! é só entrar no ebay.com pra conferir! Assim fica dificil incentivar a industria brasileira né! Pra alguns itens ok, mas pra um enxoval não dá!"
A Lja contou o seu lado "Olá Natalia, concordo totalmente com você, realmente não pensamos que quando compramos "produtos de Miami" de onde vem, como são produzidos e como são tão baratos! Tenho contato com fabricantes de confecção infantil e idéia do custo de se produzir uma roupa de bebê aqui e infelizmente nunca vamos chegar no valor deles. "
E a Bianca contribuiu "Hj em dia trabalhando com os importadores daqui, tb sei o quanto eles pagam de imposto para trazer os produtos.... Muitas clientes minhas entram no Amazon e veem o $$ do produto que eu estou vendendo, mas os impostos aqui são abusivos mesmo. "
Na minha opinião, por tudo o que leio, a grande, enorme diferença entre os preços daqui e dos EUA se dá por dois fatores: o valor dos impostos e o custo de produção. Quando se diz que 4 bodies custam US$12, esse é o preço sem o imposto (que no estado da Flórida é cerca de 6%). Aqui no Brasil não faço idéia de quais impostos incidem sobre esse tipo de produto (são tantos que nunca fica claro o que a gente paga. IPI? ICMS? Quem sabe, me ajuda!) mas encarece, no mínimo, uns 20% qualquer produto - e olha que estou sendo conservadora no meu chute sobre essa porcentagem.
Vamos combinar que estamos tendo aqui um papinho bem classe média, já que é uma parcela restrita da população brasileira que pode se dar ao luxo de optar por onde fazer o enxoval do bebê, mas quem deveria se preocupar em regulamentar a concorrência e o mercado interno varejista não é o consumidor, que também paga impostos pesados em cima de seus parcos rendimentos, e sim o governo, que se estivesse interessado em aquecer o consumo, abaixaria as alíquotas. Mas isso significaria o aumento da inflação.
Por isso, infelizmente, cada um faz o que pode - mesmo que isso signifique dividir em 48 parcelas - para garantir produtos de uma qualidade que julga razoável para sua família. Não acho que seja uma questão cultural, como a Natália pontuou no comentário acima, mas sim uma questão social. A classe média - e aí me incluo - sabe que não pode contar com o paternalismo governamental dedicado às classes menos favorecidas e afoga suas mágoas torrando as milhas acumuladas em passagens para um paraíso que a receba - e a seus cartões de crédito - e afague-a.
Sobre as condições/locais de trabalho, existe trabalho escravo em todos os lugares, inclusive debaixo do nosso nariz. O escândalo da Zara foi a coisa mais hipócrita que "vazou" na imprensa. Por que será que o destaque maior foi para essa grande e internacional marca, que, não por um acaso, está avançando sobre o mercado latino americano faceira e rapidamente? Será que foi porque alguém deixou de pagar a propina combinada ou porque só eles - e mais meia dúzia de marcas chiques - é que não verificam as condições que as confecções das quais eles compram oferecem para seus contratados?
Acho que escrevendo e debatendo esse assunto aqui no blog - que mesmo de alcance restrito, faz um bom eco - posso fazer mais pela engrenagem da economia nacional do que deixar de comprar na Zara ou preferir pagar R$197 por um conjunto de camiseta e shorts infantil só porque é feito no Brasil. Não vou dar uma de moralista e cravar meu certo ou errado, mas a minha constatação é que, cada vez mais, aqui é cada um por si.
Tomei a liberdade de editar os comentários, mas quem quiser le-los na íntegra, é só acessar esse post.
A Natália escreveu "antes de tomar essas decisões as pessoas deveriam pensar onde esses produtos foram produzido, quais as condições de trabalho e quem produz.(...) Sem pensar no que isso causa no mercado interno, o número de lojas de bebes que fecham são bem grandes e se perguntarmos para os lojistas qual o seu maior concorrente ele não vai dizer que é a loja da frente e sim Orlando e Miami (...)Mas vale a pena pensar sobre isso, já que culturalmente o brasileiro sempre pensa em se dar bem, sem pensar nas consequências."
E a Luana respondeu "Na verdade Natalia, aqui tambem se fabrica peças por menos de 3,00reais, mas se cobra 70 do consumidor final! vide escandalo da Zara, que nada mais é que 1 das muitas marcas que fazem isso!(...) sinceramente, quando entro em uma lojas pernambucanas (que não é nem de longe uma loja cara) e vejo um vestido breguinha por 50reais, sinto que estão me chamando de burra e ignorante, porque eu encontro um lindo maravilhoso por 30 a algumas horas de distancia isso incluindo o frete! é só entrar no ebay.com pra conferir! Assim fica dificil incentivar a industria brasileira né! Pra alguns itens ok, mas pra um enxoval não dá!"
A Lja contou o seu lado "Olá Natalia, concordo totalmente com você, realmente não pensamos que quando compramos "produtos de Miami" de onde vem, como são produzidos e como são tão baratos! Tenho contato com fabricantes de confecção infantil e idéia do custo de se produzir uma roupa de bebê aqui e infelizmente nunca vamos chegar no valor deles. "
E a Bianca contribuiu "Hj em dia trabalhando com os importadores daqui, tb sei o quanto eles pagam de imposto para trazer os produtos.... Muitas clientes minhas entram no Amazon e veem o $$ do produto que eu estou vendendo, mas os impostos aqui são abusivos mesmo. "
Na minha opinião, por tudo o que leio, a grande, enorme diferença entre os preços daqui e dos EUA se dá por dois fatores: o valor dos impostos e o custo de produção. Quando se diz que 4 bodies custam US$12, esse é o preço sem o imposto (que no estado da Flórida é cerca de 6%). Aqui no Brasil não faço idéia de quais impostos incidem sobre esse tipo de produto (são tantos que nunca fica claro o que a gente paga. IPI? ICMS? Quem sabe, me ajuda!) mas encarece, no mínimo, uns 20% qualquer produto - e olha que estou sendo conservadora no meu chute sobre essa porcentagem.
Vamos combinar que estamos tendo aqui um papinho bem classe média, já que é uma parcela restrita da população brasileira que pode se dar ao luxo de optar por onde fazer o enxoval do bebê, mas quem deveria se preocupar em regulamentar a concorrência e o mercado interno varejista não é o consumidor, que também paga impostos pesados em cima de seus parcos rendimentos, e sim o governo, que se estivesse interessado em aquecer o consumo, abaixaria as alíquotas. Mas isso significaria o aumento da inflação.
Por isso, infelizmente, cada um faz o que pode - mesmo que isso signifique dividir em 48 parcelas - para garantir produtos de uma qualidade que julga razoável para sua família. Não acho que seja uma questão cultural, como a Natália pontuou no comentário acima, mas sim uma questão social. A classe média - e aí me incluo - sabe que não pode contar com o paternalismo governamental dedicado às classes menos favorecidas e afoga suas mágoas torrando as milhas acumuladas em passagens para um paraíso que a receba - e a seus cartões de crédito - e afague-a.
Sobre as condições/locais de trabalho, existe trabalho escravo em todos os lugares, inclusive debaixo do nosso nariz. O escândalo da Zara foi a coisa mais hipócrita que "vazou" na imprensa. Por que será que o destaque maior foi para essa grande e internacional marca, que, não por um acaso, está avançando sobre o mercado latino americano faceira e rapidamente? Será que foi porque alguém deixou de pagar a propina combinada ou porque só eles - e mais meia dúzia de marcas chiques - é que não verificam as condições que as confecções das quais eles compram oferecem para seus contratados?
Acho que escrevendo e debatendo esse assunto aqui no blog - que mesmo de alcance restrito, faz um bom eco - posso fazer mais pela engrenagem da economia nacional do que deixar de comprar na Zara ou preferir pagar R$197 por um conjunto de camiseta e shorts infantil só porque é feito no Brasil. Não vou dar uma de moralista e cravar meu certo ou errado, mas a minha constatação é que, cada vez mais, aqui é cada um por si.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Blogagem coletiva: relato de parto do meu blog
As minhas histórias tem sempre o mesmo começo: um dia eu queria viajar.
Um dia eu queria viajar: daí fui fazer faculdade de turismo - e trabalhava viajando (ou viajava trabalhando)
Um dia eu queria viajar: daí eu casei - pra ir de lua de mel (Ushuaia foi nosso destino. Recomendo!)
Um dia eu tive uma filha: daí eu queria parar de viajar - e parei.
Um dia eu queria voltar a viajar, mas com as meninas: daí fui pra internet buscar dicas de onde ir com as crianças. E descobri que, além de dicas, as pessoas contavam sobre seus passeios, seus filhos, suas rotinas. E pensei: também quero isso!
Inicialmente o Mãe de Duas, como a maioria dos blogs que estão participando dessa blogagem, foi criado para compartilhar com minha família e meus amigos que moravam longe de nós, o crescimento das meninas e dicas de viagens e passeios que fazíamos. O blog tem 2 anos, mas só ano passado é que realmente comecei a me relacionar com a blogsfera, xeretar o blogroll de blogs maiores e agregar todos os meus interesses nessa barra lateral aqui.
Mais do que amigas, histórias, dicas de viagem e boas risadas, o blog me deu uma ocupação, a blogsfera me presenteou com sócias-amigas-queridas e somou mais um título para meu currículo de turismóloga-mãe-designer-blogueira, necessariamente nessa ordem.
E daí que tudo isso evoluiu para o Mamatraca, trabalho-xodó que mais parece lazer de tanto prazer que dá. Nessa altura do campeonato me dou ao luxo de dispensar apresentaçõesdo site querido mas faço questão de dizer que me sinto honrada de participar dessa blogagem coletiva que eu mesma ajudei a criar e que leva um selinho de autoria minha!
Um dia eu queria viajar: daí fui fazer faculdade de turismo - e trabalhava viajando (ou viajava trabalhando)
Um dia eu queria viajar: daí eu casei - pra ir de lua de mel (Ushuaia foi nosso destino. Recomendo!)
Um dia eu tive uma filha: daí eu queria parar de viajar - e parei.
Um dia eu queria voltar a viajar, mas com as meninas: daí fui pra internet buscar dicas de onde ir com as crianças. E descobri que, além de dicas, as pessoas contavam sobre seus passeios, seus filhos, suas rotinas. E pensei: também quero isso!
Inicialmente o Mãe de Duas, como a maioria dos blogs que estão participando dessa blogagem, foi criado para compartilhar com minha família e meus amigos que moravam longe de nós, o crescimento das meninas e dicas de viagens e passeios que fazíamos. O blog tem 2 anos, mas só ano passado é que realmente comecei a me relacionar com a blogsfera, xeretar o blogroll de blogs maiores e agregar todos os meus interesses nessa barra lateral aqui.Mais do que amigas, histórias, dicas de viagem e boas risadas, o blog me deu uma ocupação, a blogsfera me presenteou com sócias-amigas-queridas e somou mais um título para meu currículo de turismóloga-mãe-designer-blogueira, necessariamente nessa ordem.
E daí que tudo isso evoluiu para o Mamatraca, trabalho-xodó que mais parece lazer de tanto prazer que dá. Nessa altura do campeonato me dou ao luxo de dispensar apresentaçõesdo site querido mas faço questão de dizer que me sinto honrada de participar dessa blogagem coletiva que eu mesma ajudei a criar e que leva um selinho de autoria minha!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Enxoval em Miami. Jura?
Outro dia a Paula Laffront me escreveu contando que mora em Miami, onde é consultora de moda, personal shopper e oferece consultoria para grávidas que vão comprar o enxoval de seus bebês nos Estados Unidos.
Eu disse pra ela: Jura? Isso me parece tão coisa de novo-rico, gente deslumbrada...
Achei tão boa a resposta dela à minha provocação, que resolvi publicar aqui:
Entendo o que você quer dizer com fazer o enxoval aqui pode parecer coisa de novo rico e gente deslumbrada. Acho que essa ideia vem principalmente do fato de que vir a Miami fazer compras de fato e coisa brasileiro emergente em alguns casos. Eu mesma, antes de morar aqui, nunca havia vindo a Miami ou feito qualquer viagem com o intuito de comprar, comprar e comprar como acontece aos montes por aqui. Minhas viagens sempre tiveram outros propósitos apesar de eu ter sempre aproveitado a oportunidade para alguns comprinhas. Os brasileiros deslumbrados realmente vêm aqui se matar nas compras e muitos deles fazer enxoval de bebe, o que acabou virando uma “modinha”.
Entretanto se eu te disser que fazer o enxoval no Brasil e 4X mais caro do que fazer em Miami, você encontra produtos que facilitam demais a sua vida e ainda não chegaram no Brasil, compra coisas com mais qualidade e durabilidade e resolve todo o primeiro ano do bebe em 4 dias, o que vc me diz? A meu ver é uma atitude inteligente, pratica e altamente indicada.
A maioria dos meus clientes são pessoas praticas, planejadas e que querem comprar bem sem gastar rios de dinheiro como gastariam no Brasil. E realmente e preciso planejamento pois você compra tudo numa tacada só e paga a vista, mas a economia e qualidade compensam.
Os deslumbrados normalmente não me contratam na verdade, pois eles vem cheios de verdades absolutas, que viram em sites e blogs, e com dicas “precisosas” das ultimas amigas que vieram para cá e ela também TINHA que vir. Eles vem para fazer compras para eles também, encher a mala de eletrônicos e fazer a festa na Victoria Secrets. O objetivo deles e gastar em Miami e não fazer uma compra planejada, direta e sensata. Quando eu falo que não iremos perder tempo andando pelos malls gigantescos e iremos direto ao ponto e nas lojas certas, sempre ouço um “ ahhh mas eu gostaria tanto de dar uma uma voltinha e olhar tudo...” Por isso que te digo, eles normalmente não fecham comigo, vem aqui para bater perna, comprar a esmo, se jogar na Carter’s e comprar carrinho Quinny vermelho.
Confesso que levanto a bandeira abarrotada de preconceitos quando ouço personal shopper + compras em Miami + enxoval nos EUA. Mas a Paula deu bons argumentos que me fazem repensar meus pré conceitos.
Os brasileiros penam quando querem encontrar produtos de qualidade com preços possíveis. Não falo de marcas, não (aliás, estou totalmente fora disso) mas de uma relação justa de custo x benefício, onde você sabe que está pagando aquele preço porque o produto é bem feito, bonito, tem garantia e boa procedência. Para quem mora em São Paulo, muitas das coisas que se acha em Miami nem são tão novidades, mas os preços que se cobram aqui chegam a ser pornográficos de tão indecentes!
Tenho preguiça, muita preguiça de fazer compras mas acho (será?) que seria, no mínimo, divertido fazer o enxoval de bebê em Miami. E você, o que acha disso? Acha uó ou adora comprinhas no exterior? Tem dicas?
Eu disse pra ela: Jura? Isso me parece tão coisa de novo-rico, gente deslumbrada...
Achei tão boa a resposta dela à minha provocação, que resolvi publicar aqui:
Entendo o que você quer dizer com fazer o enxoval aqui pode parecer coisa de novo rico e gente deslumbrada. Acho que essa ideia vem principalmente do fato de que vir a Miami fazer compras de fato e coisa brasileiro emergente em alguns casos. Eu mesma, antes de morar aqui, nunca havia vindo a Miami ou feito qualquer viagem com o intuito de comprar, comprar e comprar como acontece aos montes por aqui. Minhas viagens sempre tiveram outros propósitos apesar de eu ter sempre aproveitado a oportunidade para alguns comprinhas. Os brasileiros deslumbrados realmente vêm aqui se matar nas compras e muitos deles fazer enxoval de bebe, o que acabou virando uma “modinha”.
Entretanto se eu te disser que fazer o enxoval no Brasil e 4X mais caro do que fazer em Miami, você encontra produtos que facilitam demais a sua vida e ainda não chegaram no Brasil, compra coisas com mais qualidade e durabilidade e resolve todo o primeiro ano do bebe em 4 dias, o que vc me diz? A meu ver é uma atitude inteligente, pratica e altamente indicada.
A maioria dos meus clientes são pessoas praticas, planejadas e que querem comprar bem sem gastar rios de dinheiro como gastariam no Brasil. E realmente e preciso planejamento pois você compra tudo numa tacada só e paga a vista, mas a economia e qualidade compensam.
Os deslumbrados normalmente não me contratam na verdade, pois eles vem cheios de verdades absolutas, que viram em sites e blogs, e com dicas “precisosas” das ultimas amigas que vieram para cá e ela também TINHA que vir. Eles vem para fazer compras para eles também, encher a mala de eletrônicos e fazer a festa na Victoria Secrets. O objetivo deles e gastar em Miami e não fazer uma compra planejada, direta e sensata. Quando eu falo que não iremos perder tempo andando pelos malls gigantescos e iremos direto ao ponto e nas lojas certas, sempre ouço um “ ahhh mas eu gostaria tanto de dar uma uma voltinha e olhar tudo...” Por isso que te digo, eles normalmente não fecham comigo, vem aqui para bater perna, comprar a esmo, se jogar na Carter’s e comprar carrinho Quinny vermelho.
Confesso que levanto a bandeira abarrotada de preconceitos quando ouço personal shopper + compras em Miami + enxoval nos EUA. Mas a Paula deu bons argumentos que me fazem repensar meus pré conceitos.
Os brasileiros penam quando querem encontrar produtos de qualidade com preços possíveis. Não falo de marcas, não (aliás, estou totalmente fora disso) mas de uma relação justa de custo x benefício, onde você sabe que está pagando aquele preço porque o produto é bem feito, bonito, tem garantia e boa procedência. Para quem mora em São Paulo, muitas das coisas que se acha em Miami nem são tão novidades, mas os preços que se cobram aqui chegam a ser pornográficos de tão indecentes!
Tenho preguiça, muita preguiça de fazer compras mas acho (será?) que seria, no mínimo, divertido fazer o enxoval de bebê em Miami. E você, o que acha disso? Acha uó ou adora comprinhas no exterior? Tem dicas?
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Convocação geral das mães na internet!
Mães + internet = ?Bom, isso cada um pode responder por si. Tem mãe, por exemplo, que usa a internet para pesquisar sobre partos. Tem mãe que vai para a internet para se distrair enquanto o filho não nasce. Tem mãe que usa a internet pra contar como o filho nasceu. E, cada vez mais, tem mães que criam um blog para registrar como tudo isso e muito mais acontece.
Por isso o Mamatraca resolveu convocar uma blogagem coletiva para que cada blogueira - mãe ou não - possa fazer o relato de parto do seu blog.
É só postar, no dia 08/02 (próxima quarta feira) no seu próprio blog, a história de como ele nasceu. Depois não se esqueça de mandar o link para contato@mamatraca.com.br , que todos os posts vão ser linkados no site.
Divulguem e participem! E não esqueçam de pegar o selinho da blogagem coletiva.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
A saga da mãe em busca de uma família dentro normal - versão classe média
Bastou dizer que está grávida pra todo mundo ficar de olho se você tá fazendo tudo certinho.
No começo, bem no comecinho, é o obstetra mais aquele grupinho restrito (também conehecido como família e amigos chegados) que ficam de olho se você está se preservando e - pecado de todos os pecados - engordando demais.
Depois que a criança nasce é o doutor pediatra que faz o controle de peso, altura e circunferência craniana para ver se está tudo normal. E mais todas as outras indicações de especialistas que uma mãe é levada a passar pra checar se tudo está dentro dos conformes.
Daí, mais cedo ou mais tarde o cara indica oftalmologista, otorrinolaringologista, odontopediatra - sim, porque especialista que se preze não tem nome fácil - pra avaliar cabeça, ombro, joelho e pé e, de quebra, a sanidade mental da família inteira. Certeza que você sai de um desses consultórios com uma audiência marcada com a fonoaudióloga - ó lá, outro nome comprido - que por sua vez faz a criança comer alimentos de texturas diferentes, pronunciar sons impronunciáveis mas, depois de uma avaliação fono-audio- psicológica (ou você acha que eu não saquei que aquela cadeira dela era um divã wannabe?), ela te fala que tua cria até é uma criança bem inteligente, mas infelizmente não consegue encostar a língua na ponta do nariz e vai precisar de seis sessões presenciais e uma reavaliação para ver se a oclusão está como deveria.
Daí a pobre da mãe - sim pobre, porque, a essa altura, haja corrente na conta para dar conta de todos esses recibos - volta na odontopediatra (que a partir de agora vamos denominá-la dentista para a economia de caracteres e consequentemente redução de emissão de carbono, já que este blog pratica a sustentabilidade) só para ouvir que, aos 3 anos, a filha pode ficar tranquila e sentar sem medo naquela cadeira super legal que levanta e reclina, porque a gente vai fazer o moldezinho para o aparelho, mas não se preocupe pois agora tem uns aparelhos das Princesas que as meninas a-do-ram! Ã-hã, senta lá, Cláudia...
- Mas como não vai colocar aparelho nela agora? Ela vai crescer com a cara torta! Você prefere tratar de um resfriado ou de uma pneumonia?
- Vindo de você, essa pergunta é bem óbvia! , foi a resposta dessa mãe aqui.
Até que, mais dia menos dia, indicado pelo (insira o profissional de sua preferência aqui) você vai parar num consultório psicológico para uma mais outra avaliaçãozinha. Ah, só para se certificar de que você e sua família são normais meeeeesmo. Conversa, futuca, confabula, joga verde, colhe maduro, vira do avesso.
- Parabéns, suas filhas são ótimas. O recibo é em nome de quem?
No começo, bem no comecinho, é o obstetra mais aquele grupinho restrito (também conehecido como família e amigos chegados) que ficam de olho se você está se preservando e - pecado de todos os pecados - engordando demais.
Depois que a criança nasce é o doutor pediatra que faz o controle de peso, altura e circunferência craniana para ver se está tudo normal. E mais todas as outras indicações de especialistas que uma mãe é levada a passar pra checar se tudo está dentro dos conformes.
Daí, mais cedo ou mais tarde o cara indica oftalmologista, otorrinolaringologista, odontopediatra - sim, porque especialista que se preze não tem nome fácil - pra avaliar cabeça, ombro, joelho e pé e, de quebra, a sanidade mental da família inteira. Certeza que você sai de um desses consultórios com uma audiência marcada com a fonoaudióloga - ó lá, outro nome comprido - que por sua vez faz a criança comer alimentos de texturas diferentes, pronunciar sons impronunciáveis mas, depois de uma avaliação fono-audio- psicológica (ou você acha que eu não saquei que aquela cadeira dela era um divã wannabe?), ela te fala que tua cria até é uma criança bem inteligente, mas infelizmente não consegue encostar a língua na ponta do nariz e vai precisar de seis sessões presenciais e uma reavaliação para ver se a oclusão está como deveria.
Daí a pobre da mãe - sim pobre, porque, a essa altura, haja corrente na conta para dar conta de todos esses recibos - volta na odontopediatra (que a partir de agora vamos denominá-la dentista para a economia de caracteres e consequentemente redução de emissão de carbono, já que este blog pratica a sustentabilidade) só para ouvir que, aos 3 anos, a filha pode ficar tranquila e sentar sem medo naquela cadeira super legal que levanta e reclina, porque a gente vai fazer o moldezinho para o aparelho, mas não se preocupe pois agora tem uns aparelhos das Princesas que as meninas a-do-ram! Ã-hã, senta lá, Cláudia...
- Mas como não vai colocar aparelho nela agora? Ela vai crescer com a cara torta! Você prefere tratar de um resfriado ou de uma pneumonia?
- Vindo de você, essa pergunta é bem óbvia! , foi a resposta dessa mãe aqui.
Até que, mais dia menos dia, indicado pelo (insira o profissional de sua preferência aqui) você vai parar num consultório psicológico para uma mais outra avaliaçãozinha. Ah, só para se certificar de que você e sua família são normais meeeeesmo. Conversa, futuca, confabula, joga verde, colhe maduro, vira do avesso.
- Parabéns, suas filhas são ótimas. O recibo é em nome de quem?
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
O que o brigadeiro tem a ver com a organização?
Já assumi que eu sou viaciada em organização. A frase "O segredo para se manter organizado é livrar-se da tralha" já virou um mantra. E para colocar isso em prática, tem um outro segredo antes: não trazer tralha para dentro de casa. E a gente só consegue essa façanha consumindo menos.
Durante o último ano levamos bem a sério todo o lance de reduzir o consumo: foi uma meta familiar estabelecida e cumprida. Mas o método que a gente usou causou uma certa estranheza em pessoas próximas. E é sobre isso que eu tive o prazer de escrever no blog Vida de Mãe.
Convido todos a lerem o texto lá e refletirem comigo: a troca proposta - do material pela convivência - é viável?
Durante o último ano levamos bem a sério todo o lance de reduzir o consumo: foi uma meta familiar estabelecida e cumprida. Mas o método que a gente usou causou uma certa estranheza em pessoas próximas. E é sobre isso que eu tive o prazer de escrever no blog Vida de Mãe.
Convido todos a lerem o texto lá e refletirem comigo: a troca proposta - do material pela convivência - é viável?
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