quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Eu tenho um segredo...

... porque chega uma hora que a gente estoura a bolha só para ver que o mundo é muito mais do que o universo umbigo.

Então, finalmente me enchi de coragem (me propondo fazer uma ginástica com o tempo) e coloquei no ar um projeto há muito planejado. Depois de um tempo falando só sobre maternidade, resolvi me dedicar a escrever sobre o que se faz com os filhos quando descobrimos que a porta é a serventia da casa.

Convido todo mundo que está de passagem por aqui para conhecer o Vamos Aonde, meu novo blog sobre passeios e viagens em família.

E como o blog é chique, já estreia com presente da Petite Box!
Vai lá conhecer e não esquece de assinar o livro de presença = curtir a fanpage no Facebook


terça-feira, 21 de agosto de 2012

- Eu quero ver novela.

Ela disse, plácida.

O pai prendeu a respiração. A mãe lavantou a sobrancelha.

- Não, - ele disse, com aquela didática peculiarmente masculina - novela não é coisa de criança.
- Mas todos os meus amigos assistem.
- Novela não é coisa de criança - insistiu ele, tentando achar tempo para pensar em um argumento melhor construído.
- Você não está sabendo, tem uma novela agora que é para criança. Passa num canal que chama SBT.
- Criança não assiste novela - desnecessário dizer que ele é o pai (de duas).

Aqui em casa novela tem status de Voldemort - aquele cujo nome não deve ser pronunciado. Não se fala, não se vê, não se comenta. E ela, a perfeitinha da mamãe e do papai, brada que quer escolher a sua programação de TV.

Achei muito justo. Sim, achei. E fui conversar.

Expliquei que tanto eu quanto o pai não gostamos de novelas. Não assistimos a novelas. Mas que ela assistisse a essa tal novela para que julgasse se valia a pena gastar seu tempo com isso e também avaliar se os gostos televisivos dos amigos batiam com os dela. Pensativa, me respondeu que não. Me confessou que achava que desenho é que era coisa de criança e que ia continuar assistindo seus canais de sempre.

Se isso é verdade ou não, não sei. Mas escolhi dar um voto de confiança ao deixar claro que ela poderia  escolher o que ver na TV, desde que fossem programas direcionados a crianças.

Eu nunca tive uma filha de sete anos antes, estreei na função há três semanas. As crianças dessa faixa etária estão situadas em um limbo de informação, onde as revistas especializadas mal falam e as mães estão menos enlouquecidas blogando procurando fórmulas perfeitas para criarem seus filhos e mais introspectivas tentando entender toda essa revolução dos sete anos (alguém mencionou retorno de Saturno?).

Ainda não ficou claro para mim o que pode e o que não pode com essa idade. Já vi desde crianças com cabelos pintados (luzes! de verdade) até aquelas que ainda tomam mamadeira antes de dormir. Todas com sete anos. Sim, porque (aí vem spoiler!) depois do cansaço físico, vem o mental. Durmo luxuosas 7 horas toda noite, mas a cabeça estuda minunciosamente cada ação/reação, causa/consequência.

Não sei se passar para ela as responsabilidades de avaliar sua programação, lembrar do seu calendário de provas, entregar as lições em dia e lavar a cabeça com shampoo e condicionador estão dentro das possíveis tarefas que uma criança de sete anos pode/deve assumir. Não entendo dessas crianças.

Eu entendo é da Stella. Ou pelo menos entendia até esse episódio da novela...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Lição de casa nas férias - minha filha teve

Sabe aquele assunto que, de tanto a gente pensar, até gasta as ideias? Então, na minha cachola esse assunto se chama lição de casa.

Stella (2º ano) trouxe lição de casa para as férias. E valendo nota. Achei desnecessário. Fiquei revoltada, chateada e fiz até uma pesquisa informal no meu perfil do Facebook pra saber se isso era normal, se estava aocntecendo com todo mundo e eu é quem estava por fora ou se realmente a escola está pirando.

A maioria das pessoas responderam que não, mas uma ou duas me falaram que achavam legal porque desse modo as crianças não perdiam o contato com a rotina e o ritmo escolar.

A minha cabeça, meu coração e, principalmente, a minha filha me dão pistas de que isso está indo pelo caminho errado. Afinal, férias é aquele período de descanso, onde o corpo e a cabeça repousam das atividades da rotina. Ou não é mais?

Cadê o ócio criativo, aquele conceito que pregava que, para produzir melhor, o cérebro precisa de tempo para processar toda a informação que absorve? Será que já caiu em desuso, se tornou obsoleto ou pior, quem tem tempo para ócio criativo quando o que importa é preparar os alunos para o vestibular?

Eu compartilho dessa utopia do Rubem Alves de que criança tem que sentir prazer em aprender. Tem que gostar se querer saber, tem que ter vontade de perguntar. E acho que não é fazendo lição de casa durante o tempo que teria para brincar, viajar, olhar para o teto e não fazer NADA é que vai ficar melhor aluno. Vai, quem sabe, se moldar mais à forma.

Tem ainda muita coisa na fila pra ser pensada dentro da minha cabeça. As ideias ainda são muitas e preciso botar ordem para escrever (tico & teco, volver!) mas esse texto da Rosely Sayão na Folha essa semana me trouxe mais lenha para a minha lareira. Porque não são só as férias, mas a lição do dia a dia (incluindo aí finais de semana!) tem sido o meu maior parto nesses tempos.

Bem vindo ao Mãe de Duas, um blog que acabou de descobrir que a adolescência, na segunda década dos anos 2000, começa aos sete. Socorro!!

domingo, 29 de julho de 2012

Meu encontro com Fátima Bernardes

Se um dia você encontrasse na sua caixa de entrada um email da produção da Fátima Bernardes te convidando para ir lá participar ao vivo do programa dela para falar sobre o que você mais gosta, qual seria sua reação?

Eu achei que era pegadinha. Sério mesmo. Só que não.

Nesse exato momento, blogo do Rio de Janeiro, de um hotel bem pertinho do Projac, fazendo contagem regressiva para entrar no estúdio junto com minhas companheiras do Mamatraca.

Quem ligar a televisão na segunda feira, 10h30 da manhã e conseguir ver o programa me conta o que achou! (ai, que frio na barriga!)

ATUALIZANDO - o encontro foi sucesso, tá no ar aqui e aqui.
Uma fotinho para registrar (por favor, escrevam para lá pedindo mais do Mamatraca!) e uma fofoquinha: sabia que na Globo não tem maquiagem nem cabeleleiro para os convidados? DUAS pinceladas de blush foi o que ganhei antes de ir ao ar. Nossa Senhora do Primer que me ajude da próxima vez!


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sendo mãe de duas - a fraternidade

Noite passada Stella foi dormir na casa de uma amiga. Quando desliguei o telefone e anunciei o convite, foi curioso observar as atitudes. Stella vibrou e comemorou (afinal não via a amiga querida há séculos, que no tempo dela quer dizer três semanas) mas logo conteve os sentimentos ao ver a reação da irmã que, com cara de decepção, deixou escapar uma lágrima.

São 2 anos e 3 meses que separam o nascimento das duas. Conforme elas vão crescendo, as diferenças por conta da idade vão ficando cada vez menores. As roupas, por exemplo, já não vão mais para a quarentena (uma mala que eu tinha com peças esperando caberem na caçula). Agora elas já pulam diretamente de uma gaveta para outra, quando já não viraram de uso comum.

Brincam e brigam muito bem juntas, já que, aos 4 anos, Lia entente bem as regras e não é mais "desmancha rodinha". Também se relacionam sem grandes problemas com crianças mais velhas ou mais novas (apesar que Stella se irrita quando é a única no meio dos pequenos da idade da irmã).

Isso é bom mas é ruim ao mesmo tempo, porque me vejo sempre no dilema: devo incentivar que todas brinquem juntas ou elas devem ter vidas sociais independentes? Acho que essa é uma dúvida bastante comum para quem tem filhos do mesmo sexo e de idades próximas.



Aqui resolvi adotar a seguinte regra: só mando as duas na casa de alguém se quem está chamando deixa claro que o convite é para as duas. Caso contrário, só vai quem realmente foi convidada (salvo casos de muita intimidade, onde tenho abertura para abrir o jogo e dizer que a outra também está querendo ir).

E foi o que aconteceu nesse caso: a amiga era da Stella e achei mais do que justo ir só ela. Lia sofreu. Sofreu quando a irmã aceitou o convite. Sofreu quando a irmã fez a mala. Sofreu quando a irmã partiu (já mencionei que a chamamos, carinhosamente, de drama queen?). Stella também sofreu, mas daquele seu jeito reservado e encantador, com os lindos olhos marrons um pouco menos brilhantes por ver os olhos verdes cheios de lágrimas. Lia teve dor de barriga. Lia fez xixi na cama na noite em que a irmã esteve fora, coisa que não acontecia há muito tempo. Lia perdeu o rumo, não soube nem como começar o dia sem sua bússola stellar.

É muito bonito ver essa cumplicidade entre elas (coisa que o pai de duas chama de corporativismo fraternal) mas é muito importante saber a hora de separar. Vejo, pelo bem de cada uma, a importância de trabalhar essa individualidade, sua turma, seus gostos e até manias.

Lia, por ter nascido depois, não conhece a vida sem Stella. Isso é óbvio, mas no dia a dia tem um efeito tão intenso que chega ao cúmulo dela não saber eleger seu brinquedo preferido porque busca sempre a aprovação da irmã em suas escolhas.

Até mesmo nas provocações o alvo é a irmã mais velha. Ela só se dá por satisfeita se consegue fazer com que Stella preste atenção em suas micagens ou compartilhe do seu objeto de interesse.

Adoro observar como constroem sua fraternidade. Percebo que interferências são necessárias para garantir que esses laços entre as duas não se tornem correntes, por isso tento manter uma distância segura para que cultivem essa relação de uma forma saudável.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Brownie de caneca

Foi no twitter que tudo começou. Ou no Facebook. Sei lá...

Só sei que num almoço com queridas ex-virtuais agora reais, a @peqguiapratico exaltou as propriedades terapeuticas da receita que a @daniminu (a @ mais sagaz do twitter. Quem não segue não sabe o que está perdendo!) passou para a galera. A @mamaetaocupada, a @lilata e eu ainda estávamos na dúvida se deveríamos nos jogar no brownie quando a @MHelenaQAP logo tuitou o link com esse achado.

Vou dividir a receita de brownie de caneca que fica pronto em 1 minuto, não só porque eu achei divina, fácil, prática, cura TPM e coisa boa a gente tem que dividir mesmo. Não é por isso. É porque eu não quero engordar sozinha. Fim.


Comece misturando 2 colheres (sopa) de farinha de trigo, 1 colher (sopa) de açúcar e 2 colheres (sopa) de chocolate em pó. Derreta 1 colher e meia (sopa) de manteiga e junte aos ingredientes secos e 2 colheres (sopa) de leite. Misture bem até formar uma massa uniforme. Despeje a massa em um refratário que possa ir ao microondas e asse por 40 segundos a 1 minuto, dependendo da potência do seu forno.   


Receita tirada desse site.


Ps. Assim que eu fizer de novo, posto a foto aqui, para ilustrar. Tipo, amanhã. 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Reciclando giz de cera

Tirei uma das semanas de férias para organizar a casa e, entre muitas coisas para doar, jogar, reciclar, sobrei com um saco de giz de cera velho, quebrado e sujo. Quando vi aquela boniteza colorida tudo junto, pensei que daria samba. Onde há cor, há possibilidades.
Não é novidade, tem um monte de imagens desse passo a passo pela internet. Mas foi nossa primeira vez, foi nas férias, foi na casa da Bisa, estava um dia iluminado, rendeu um bom tempo de diversão e fotos lindas

Material> giz de cera, forma de gelo de silicone.

Picamos o giz de cera em pedaços bem pequenos para ficar fácil-rápido de derreter e acomodar na forminha. Eu optei por separar por cores, mas também deve ficar divertido fazer gizes multicolor.


Levei a forminha de silicone ao forno alto (que já tinha sido pré aquecido) por uns 5-10 minutinhos. O tempo vai variar conforme o tamanho dos pedaços que o giz está cortado. Dá pra contar assim: é o tempo de vocë tomar um café, mas não dá para ligar para sua mãe (ou melhor amiga). De qualquer jeito, é melhor ficar ao lado do forno durante todo o processo.


Depois de um golinho de café e um pedacinho de bolo (afinal estamos na casa da Bisa!) tirei do forno e deixei esfriar por completo antes de desenformar e as crianças logo começarem seus desenhos.
É uma lembrancinha de aniversário genial!
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